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Exposição indígena “Primeiros brasileiros” segue até domingo 

 

A exposição indígena “Primeiros brasileiros”, montada no hall da Fundação Casa de José Américo, em João Pessoa (Av.Cabo Branco), prossegue aberta para visitação até o próximo domingo (21), exceto na quinta-feira, das 8h30 às 16h. A mostra fotográfica consta de 36 painéis que constitui uma síntese, exibida em diversas capitais do Brasil. A entrada é gratuita.

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A mostra integrou o evento Paraíba Indígena, que aconteceu no último fim de semana. A programação constou de exposição histórico-antropológica sobre a presença indígena no Nordeste com destaque para a importância dos povos indígenas na Paraíba, cine debate, mostra fotográfica, feirinha de artesanato e gastronomia indígena, oficina de pintura corporal indígena e apresentações rituais.

O evento foi realizado pela Universidade Federal da Paraíba, com o apoio da Fundação Casa José Américo.

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LIVRO – O que resta da ditadura – a exceção brasileira

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Bem lembrada na frase que serve de epígrafe ao livro, a importância do passado no processo histórico que determinará o porvir de uma nação é justamente o que torna fundamental esta obra. Organizada por Edson Teles e Vladimir Safatle, O que resta da ditadura reúne uma série de ensaios que esquadrinham o legado deixado pelo regime militar na estrutura jurídica, nas práticas políticas, na literatura, na violência institucionalizada e em outras esferas da vida social brasileira.

Fruto de um seminário realizado na Universidade de São Paulo (USP), em 2008, o livro reúne textos de escritores e intelectuais como Maria Rita Kehl, Jaime Ginzburg, Paulo Arantes, Ricardo Lísias e Jeanne Marie Gagnebin, que buscam analisar o que permanece de mais perverso da ditadura no país hoje. Assim, o livro possui também um caráter de resistência à lógica de negação difundida por aqueles que buscam hoje ocultar o passado recente, seja ao abrandar, amenizar ou simplesmente esquecer este período da história brasileira.

Segundo Edson Teles e Vladimir Safatle, a palavra que melhor descreve esta herança indesejada é “violência” – medida não pela contagem de mortos deixados para trás, mas por meio das marcas encravadas no presente. Para os organizadores, “neste sentido, podemos dizer com toda a segurança: a ditadura brasileira foi a mais violenta que o ciclo negro latino-americano conheceu. Quando estudos demonstram que, ao contrário do que aconteceu em outros países da América Latina, as práticas de tortura em prisões brasileiras aumentaram em relação aos casos de tortura na ditadura militar; quando vemos o Brasil como o único país sul-americano onde torturadores nunca foram julgados, onde não houve justiça de transição, onde o Exército não fez um mea culpa de seus pendores golpistas; quando ouvimos sistematicamente oficiais na ativa e na reserva fazerem elogios inacreditáveis à ditadura militar; quando lembramos que 25 anos depois do fim da ditadura convivemos com o ocultamento de cadáveres daqueles que morreram nas mãos das Forças Armadas; então começamos a ver, de maneira um pouco mais clara, o que significa exatamente ‘violência’.”

 

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MPF pede suspensão de esgoto que compromete sítio arqueológico na PB

Liminar obtida pelo MPF ordena que prefeitura de Junco do Seridó pare de despejar esgoto em área com inscrições de milhares de anos

FÁBIO DE CASTRO

Parcialmente submersas por um riacho, as gravuras rupestres de um sítio arqueológico no município de Junco do Seridó, no sertão da Paraíba, estão sendo degradadas há pelo menos 10 anos pelo despejo de esgoto urbano. Na terça-feira (5), uma liminar obtida pelo Ministério Público Federal determinou que a prefeitura cesse o lançamento de dejetos no riacho e desenvolva um projeto sustentável de tratamento de resíduos.

Localizada a 230 quilômetros de João Pessoa, Junco do Seridó abriga o sítio arqueológico de Itacoatiaras do Chorão, um dos cinco locais onde há gravuras rupestres de milhares de anos no Vale do Sabugi paraibano.

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De acordo com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) na Paraíba, o sítio, que fica em uma propriedade privada, é cadastrado “como de arte rupestre, tem valor significativo para o patrimônio cultural nacional, é protegido por lei e, por ter caráter finito, sua destruição não pode ser revertida”.

ação civil pública ajuizada pelo MPF em Patos (PB) acusa a prefeitura de Junco do Seridó – cidade de 7 mil habitantes – de despejar o esgoto urbano no riacho do Chorão, que deságua no sítio arqueológico, submergindo parte das gravuras em baixo relevo.

Segundo a decisão do juiz Claudio Girão, da 14ª Vara da Justiça Federal, a prefeitura terá 30 dias para cessar o despejo de resíduos líquidos no riacho do Chorão e mais 120 dias para apresentar um projeto sustentável de tratamento de resíduos que evite permanentemente o lançamento dos esgotos no local. Em caso de descumprimento, será aplicada ao prefeito, Kleber de Medeiros (PSB), uma multa pessoal de R$ 1 mil por dia de atraso.

Falta de saneamento

De acordo com o procurador da República Tiago Misael, o inquérito mostrou que o problema já havia sido apontado há 10 anos pelo pesquisador Juvandi Santos, do Laboratório de Arqueologia e Paleontologia da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), no site da instituição. Mas a denúncia nunca havia chegado aos órgãos federais.

“Nós mesmos não sabíamos da existência desse sítio arqueológico. Mas no início de 2017, fui procurado pelo dono da propriedade, que trouxe fotos e vídeos mostrando a degradação do local”, disse Misael a Direto da Ciência.

Segundo o procurador, o município não tem saneamento básico, e todos os resíduos sólidos de todas as casas da cidade são lançados em valas que desaguam no riacho do Chorão. “Do ponto de vista ambiental, o riacho está destruído, é uma vala de dejetos.”

 

Omissão da prefeitura

Inicialmente, o MPF tentou uma saída extrajudicial, segundo Misael, e em uma primeira reunião o prefeito alegou não ter recursos para obras de saneamento. “Tudo foi ocasionado pela falta de saneamento, mas isso não pode ser usado como justificativa para que nada seja feito em relação à preservação emergencial. Na segunda reunião, o prefeito não compareceu e não deu justificativas, por isso resolvemos entrar na Justiça”, disse.

Para o procurador, a decisão da Justiça não apenas evitará a destruição das gravuras rupestres de Itacoatiaras do Chorão, mas poderá trazer a conservação de sítios arqueológicos ao debate nacional. “Há muitos sítios arqueológicos na região e não sabemos como eles estão. São bastante escondidos e em geral só as pessoas que moram no local têm conhecimento. Mas me parece que há muitos outros casos de degradação.”

Procurado nos dias 4, 5 e 6 de fevereiro, o prefeito Kleber de Medeiros não respondeu aos telefonemas e e-mails de Direto da Ciência até a publicação desta reportagem.

 

Mapa da destruição

Em visita realizada em 2009 ao sítio de Itacoatiaras do Chorão com sua equipe de arqueólogos, o professor Juvandi Santos já havia denunciado a degradação do local. Ele afirma que há muitos outros sítios arqueológicos e paleontológicos degradados no sertão paraibano.

“Em 2007, criamos um projeto de pesquisa denominado ‘O Mapa da Destruição’, usando uma metodologia específica para inventariar a degradação em sítios arqueológicos, paleontológicos e espeleológicos. Em 2012 abandonamos o projeto, porque percebemos que praticamente todos os sítios estavam degradados”, disse Santos a Direto da Ciência.

Além de Itacoatiaras do Chorão, o sertão paraibano abriga outros cinco sítios com gravuras rupestres a céu aberto – ou itacoatiaras –, localizados em São Mamede (sítios Tapera e Tapuio) e São José do Sabugi (sítios Pedra Lavrada e Tapuio). A palavra “itacoatiara” tem origem no tupi com os termos “ita” (pedra) e “cuatiara” (risco, desenho, inscrições, garatujas), e significa pedra escrita, riscada.

 

Abandono e vandalismo

“Em São Mamede, há um sítio formidável, com uma itacoatiara gigantesca, com gravuras espalhadas por um ou dois hectares. Ali, o pessoal quebra os blocos de granito para transformá-los em pedras de calçamento. Recentemente visitamos um outro sítio, a 100 quilômetros de Campina Grande, e encontramos os paredões de gravuras rupestres completamente pichados. Esse tipo de vandalismo é extremamente recorrente”, disse Santos.

Mas a pior situação, segundo o professor da UEPB, está mesmo no sítio de Itacoatiaras do Chorão. “Voltei ali uma ou duas vezes depois de 2009, mas nunca me esqueci da primeira visita. Ali eu encontrei a cena mais dantesca que já testemunhei desde que comecei a trabalhar no campo da arqueologia, há quase 30 anos. O riacho é tomado pela lama do esgoto e os porcos passam esfregando o corpo sobre as gravuras”, contou.

Segundo Santos, o sítio de Junco do Seridó tem alto valor científico. “Muito raramente encontramos gravuras cavadas na pedra como em Itacoatiaras do Chorão e em Itacoatiaras do Ingá. Além disso, em geral, o suporte das gravuras rupestres é o granito. As gravuras em rochas areníticas só são encontradas em Junco do Seridó, Pedra Lavada e Picuí”, disse o arqueólogo.

Na imagem acima, rochas com pinturas rupestres parcialmente submersas por esgoto em Junco do Seridó, na Paraíba. Foto: MPF/PB/Divulgação.
BANDEIRA MISTA

VAMOS HONRAR A PARAHYBA

 

Meu nome é PARAHYBA

BANDEIRA MISTA

 

“Veritas est indivisa, et quod non est plene verum, non est semiplene verum, sed plene falsum”. (A verdade é indivisa, e o que não é totalmente verdadeiro não é meio verdadeiro, mas totalmente falso).

A versão oficial do assassinato de João Pessoa é uma fraude histórica. E só isso basta, para que a verdade seja resgatada, devendo a nossa capital voltar a ser chamada de Parayba, termos de volta também, a nossa antiga bandeira, e que deixemos de ensinar aos estudantes de nossas escolas públicas e particulares na Paraíba e no Brasil uma mentira, que além de transformar em herói e mártir um homem que não merece tais galardões, deturpa capítulo ímpar da história de nosso país.

A realidade fática, é que João Pessoa foi assassinado por ter ofendido a Sra. Anayde Beiriz, professora estadual, poetisa e namorada de João Dantas. Face a desavenças de natureza política existentes entre Pessoa e Dantas, o primeiro determinou que a polícia invadisse o escritório de advocacia do segundo, onde desta feita, foram encontradas cartas íntimas trocadas por Beiriz e Dantas.

Assim, com este trunfo em mãos e visando desmoralizar seu adversário político, João Pessoa ordena que estas cartas sejam publicadas com destaque no jornal A União, pertencente ao governo do estado, causando um enorme escândalo em nossa capital, como de resto, em todo o estado da Paraíba.

Com intuito de limpar sua honra e de sua namorada, Dantas acaba por assassinar Pessoa na cidade do Recife nos moldes que informa a história contemporânea pátria. Portanto, a morte de João Pessoa foi um crime passional, transformado posteriormente, em crime político.

O inesperado assassinato de João Pessoa, presidente da Paraíba e candidato derrotado à vice-presidência na chapa da Aliança Liberal, estimulou as adesões e acelerou os preparativos para a deflagração da revolução de 1930.

Alçado à condição de mártir da revolução, o corpo de João Pessoa foi enterrado no Rio de Janeiro e seus funerais provocaram grande comoção popular, levando setores do Exército antes reticentes a apoiar a causa revolucionária.

Após a morte de João Pessoa, a comoção foi enorme, e o desejo de vingança também. Na Paraíba, diversos opositores foram simplesmente mortos, sem qualquer comiseração – uma barbárie.
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Mudamos a bandeira do estado – bandeira esta, diga-se de passagem, horrível, de um extremo mau gosto, rubro negra, que representa sangue e luto – bem como, o nome da capital, fazendo de João Pessoa um mártir, um herói nacional que “morreu” pela revolução.

Temos que esclarecer esta página da história da Paraíba e do Brasil. Na verdade, tanto João Pessoa, como o NEGO não representam os valores do povo Paraibano.

 

TEXTO PUBLICADO POR LUIZ GONZAGA DA SILVA JÚNIOR, advogado.

 

BANDEIRA PARAHYBA

CHICO CÉSAR E OSPB

CHICO CÉSAR NO ANIVERSÁRIO DA PARAHYBA

CHICO CÉSAR E OSPB

A CAPITAL da Parahyba comemora 433 anos no dia 5 de agosto. A celebração será com um  Concerto da Orquestra Sinfônica da Paraíba, com a arte e  história   e a música de Chico Cesar.  O concerto é promovido pelo Governo do Estado. Nas redes sociais o governador Ricardo Coutinho – PSB, disse que o momento será “Belo, emocionante e imperdível”. A homenagem aos 433 anos da capital paraibana, será no  Teatro Pedra do Reino.

BANDEIRA PARAHYBA

Entrada gratuita e a retirada dos ingressos será no  dia 03 de agosto, a partir das 9h,  no Espaço Cultural “José Lins do Rego”, no bairro de Tambauzinho.

Deputados na frente na mesa diretora da Câmara dos Deputados e Eduardo Cunha comandando

NEOSTALINISMO NA AGÊNCIA CÂMARA

manifestantes em Brasília em frente ao Congresso Nacional, acompanhando a votação de impedimento da presidenta Dilma. Um sol muito azul e as nuvens escuras em cima do prédio do senado federal

Por Leandro Fortes

No dia seguinte à pantagruélica votação da admissibilidade do impeachment da presidenta Dilma Rousseff, na Câmara dos Deputados, uma reportagem feita pela Agência Câmara, em 7 de outubro de 2014, começou a circular freneticamente pelas redes sociais.

Assinada pela repórter Lara Hage, a matéria tinha o seguinte título:

“Apenas 36 deputados se elegeram com seus próprios votos”

Era, portanto, o argumento lógico e matemático a explicar o circo de horrores onde se revezaram aquelas caricaturas políticas que, entre surtos de fanatismo religioso e espasmos de cretinice, fizeram do Brasil uma triste piada internacional.

A abertura da matéria, disseminada por milhares de perfis, sites e blogs internet afora, era assim:

“Apenas 36 dos 513 deputados federais que vão compor a Câmara na próxima legislatura (2015-2018) alcançaram o quociente eleitoral com seus próprios votos. Desses, 11 são parentes de políticos tradicionais em seus estados. Os outros 477 eleitos foram “puxados” por votos dados à legenda ou a outros candidatos de seu partido ou coligação. O número é o mesmo de 2010, quando também houve apenas 36 deputados eleitos com votação própria”.

Não demorou muito para a turma do presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) perceber o estrago extra provocado pela matéria na já combalida imagem da votação do impeachment – rapidamente traduzida como “golpe” pela imprensa estrangeira.

Na terça-feira, 19 de abril, portanto, dois dias depois da votação, a direção da Agência Câmara aventurou-se no inimaginável: adulterou o título e o texto da matéria para tentar estancar a disseminação da informação original nas redes sociais.

Como na fase mais aguda do regime de Josef Stálin, a Agência Câmara decidiu dar sumiço em uma informação depois de ela ter se tornado inconveniente, da mesma maneira que o antigo líder soviético fazia com dissidentes em fotos oficiais.

O nome da autora da matéria, aliás, também foi apagado do texto.

Assim, o título “Apenas 36 deputados se elegeram com seus próprios votos” transformou-se na seguinte pérola:

“Eleição para a Câmara dos Deputados segue o modelo proporcional previsto na Constituição”.

Mas o ridículo não para por aí.

A informação sobre os 36 deputados eleitos desapareceu completamente do texto que, para a incredulidade geral, foi editado como se o responsável pelo arranjo ainda estivesse em 2014!

A abertura da matéria, depois de editada, virou essa maravilha da subliteratura parlamentar:

“Os deputados federais que vão compor a Câmara na legislatura de 2015 a 2019 foram eleitos pelo sistema proporcional previsto na Constituição brasileira. Nas eleições proporcionais, primeiramente verifica-se quais foram as coligações partidárias que receberam mais votos: o total de cadeiras na Câmara – 513 – é, então, dividido proporcionalmente entre essas coligações. As vagas de cada coligação são distribuídas para os candidatos mais bem votados dentro de cada uma delas. E todos os 513 deputados eleitos têm a mesma legitimidade em seus mandatos”.

Um primor de texto. Jornalismo em estado puro!

 

Incrivelmente, foi mantida a data da matéria – 7 de outubro de 2014 – para que o texto original jamais pudesse ser acessado outra vez pelos arquivos da Agência Câmara. Esse tipo de artimanha na internet, no entanto, exige um nível de profissionalismo que, certamente, o adulterador sob o comando de Cunha não tem.

Isso porque o texto foi alterado, mas a URL (no caso, o endereço de hospedagem na internet) não tem como ser mexido. Assim, adivinhem onde aparece o título que os sábios da Agência Câmara tentaram esconder?

Aqui, ó:

http://www2.camara.leg.br/camaranoticias/noticias/POLITICA/475535-APENAS-36-DEPUTADOS-SE-ELEGERAM-COM-SEUS-PROPRIOS-VOTOS.html

 

Mas, calma, não acabou ainda.

 

Além de adulterar o texto da matéria, a turma de Cunha também suprimiu da publicação original um quadro pelo qual era possível ao leitor localizar os nomes dos 36 deputados eleitos.

O link, no entanto, pode ser recuperado aqui:

http://www2.camara.leg.br/camaranoticias/imagens/imgNoticiaUpload1412701605642.jpg

A justificativa da direção da Agência Câmara para a adulteração da reportagem, um ano e meio depois de o texto ter sido publicado no site oficial da Câmara dos Deputados, é o retrato definitivo da desonestidade intelectual aplicada ao jornalismo.

Segundo o desconhecido editor da obra-prima, a matéria foi atualizada “para garantir uma explicação correta do funcionamento do sistema de eleição proporcional no Brasil”.

Isso porque “ao contrário do que dizia o texto anterior, não foi apenas um determinado número de deputados que se elegeu com os seus próprios votos. Todos os deputados são eleitos com os seus próprios votos dentro das regras do sistema proporcional. Portanto, todos os deputados têm a mesma legitimidade nos seus mandatos”.

Esqueçam o cinismo.

 

Concentrem-se na curiosidade de a direção da Agência Câmara só ter se dado conta da sagrada legitimidade de todos os deputados com 18 meses de atraso – e justamente depois daquela tertúlia verde e amarela que pode, vejam vocês, resultar na anistia de Eduardo Cunha, esse probo parlamentar acusado de manter contas na Suíça para receber propinas parceladas.

A propósito, o editor-chefe da Agência Câmara, acreditem, é um jornalista e se chama João Pitella Junior.

 

QUEM NASCE NO BERÇO DO CRIME SEMPRE SERÁ TRAIDOR

 

 

 

Quem se assusta com a traição do ex-ministro das cidades e líder do PP, não sabe que ele nasceu no berço do crime,  e sempre será um traidor.

Agnaldo Ribeiro abraça a presidenta Dilma quando era ministro, a solenidade é no Palácio. Hoje o ex-ministro Agnaldo é adversário da democracia e votou contra Dilma. Na foto ele demonstra simpatia e Dilma sorridente.

Presidenta Dilma Rousseff durante cerimônia de posse do Ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro. (Brasília – DF, 06/02/2012)

Usineiro de nascimento, e neto do mandante do crime de MARGARIDA MARIA ALVES, Agnaldo Ribeiro é membro da mais famigerada organização de latifundiários da Paraíba, o denominado “Grupo da Várzea” – uma espécie de UDR nordestina.

O CRIME E O BERÇO DA TRAIÇÃO

O principal acusado do assassinato de Margarida é Agnaldo Veloso Borges, então proprietário da usina de açúcar local, a Usina Tanques, e seu genro, José Buarque de Gusmão Neto, mais conhecido como Zito Buarque. Seu sogro era o líder do Chamado Grupo da Várzea, composto   por 60 fazendeiros, três deputados e 50 prefeitos.  O crime ocorreu no dia 12 de agosto de 1983, quando um pistoleiro de aluguel, num Opala vermelho, disparou um tiro de escopeta calibre 12 em seu rosto, quando ela estava na frente de sua casa. Seu filho e seu marido viram tudo. Foram acusados pelo crime o soldado da PM Betâneo Carneiro dos Santos, os irmãos pistoleiros Amauri José do Rego e Amaro José do Rego e Biu Genésio, motorista do Opala. Mais tarde, ele foi assassinado, como “queima de arquivo”.

Margarida Maria Alves na foto mais tradicional, ela de cabelos presos e vestido quadriculado.

Por isso, não deveríamos esperar um voto pela democracia de um membro de organização uma criminosa tão cruel e fascista!

 

 

Saiba mais

http://www.fundacaomargaridaalves.org.br/homenagens/

Grupo de jovens índios da tribo pataxó, eles estão sem camisas e com adereços como cocás e colares, depois que participaram de um ritual na Aldeia Velha em Porto Seguro-BA

SOMOS TODOS INDÍGENAS

Hoje, 19 DE ABRIL,  Dia do Índio, a Survival International lançou uma campanha para impedir a destruição de povos indígenas no Brasil, coincidindo com os Jogos Olímpicos de 2016.

A campanha visa chamar a atenção para as graves ameaças e violações de direitos humanos enfrentadas pelos povos indígenas do país. Essas ameaças continuam independentemente da instabilidade política no Brasil.

A campanha, ‘Pare o genocídio no Brasil’ foca na proteção de povos isolados da Amazônia como os Kawahiva, no fim da violência e roubo de terra dos Guarani no centro-oeste do Brasil, e no fim da PEC 215, uma proposta de emenda constitucional que seriamente enfraqueceria os direitos territoriais indígenas, significando um desastre para tribos ao redor do país.

Há décadas, a Survival tem feito campanhas pela proteção de tribos isoladas – as quais, estima-se que sejam mais de 100 no Brasil. Elas são os povos mais vulneráveis do planeta. Povos como os Kawahiva estão sendo exterminados com a violência de invasores que roubam suas terras e recursos, e com doenças como gripe e sarampo, para as quais eles não têm resistência imunológica.

No centro-oeste do Brasil, fazendeiros devastaram o território dos Guarani, e quase toda a sua terra foi roubada. Crianças Guarani passam fome e seus líderes estão sendo mortos, um a um, por pistoleiros contratados por fazendeiros. Centenas de homens, mulheres e crianças Guarani cometeram suicídio.

O diretor da Survival, Stephen Corry, afirmou: “Povos indígenas têm sido gradualmente aniquilados, por séculos, ao redor das Américas. Isso tem que acabar. Ao invés de ver as tribos como obstáculos inconvenientes ao “progresso”, o Brasil deve reconhecer que elas são uma parte intrínseca de sua nação moderna, e merecem ter seus direitos territoriais protegidos para que elas possam sobreviver e prosperar. Independentemente da crise política, esses são assuntos cruciais que devem ser levados a sério. Todos os olhos estão voltados para o Brasil, que se prepara para sediar as Olimpíadas, e está nas mãos dos brasileiros assegurar que a história olhe favoravelmente para sua geração”.

Com informações do CIMI.Indígena criança do povo xavante, brincando com um cordão e sorrindo. A criança tem adereços no braço e mostra os dentes que apresenta cáries.

 

MAIS INFORMAÇÕES – http://www.survivalinternational.org/pt

 

UMA FERIDA TORNA-SE CICATRIZ PROFUNDA

“Durante a noite toda, fui submetido aos mais cruéis maus tratos, como pancadas e choques elétrico, além das abomináveis torturas psicológicas”. Valdir Camarcio, no livro “A ditadura militar em Goiás: Depoimento para a História”, coordenado por Pinheiro Salles. 

Desde o dia 4 de março de 2016, o horizonte político está sombrio. Olhando para todos os lados, é como um grave ataque, estilo uma paulada na cabeça que  estivesse para acontecer, e  que irá será marcada com uma profunda cicatriz na consciência. A tentativa de provocar o povo brasileiro, através de um ato de justiçaria, ameaçando o ex-presidente Lula da Silva, foi uma “paulada” que quase acerta na cabeça da democracia.

Não contente com esse ataque falho, o Ministério Público de São Paulo, indevidamente   insufla os segmentos da elite brasileira, por meios do Partido da Imprensa Golpista (PIG), para criminalizar todo legado dos governos populares dos últimos 13 anos no Brasil. Dificilmente teremos como explicar, em poucas palavras ou escritos, e a classe trabalhadora terá também dificuldades de compreender esse momento político do Brasil.

No terminal de ônibus as pessoas estão perplexas, na fila da lotérica o assunto é a conjuntura política, na fila do supermercado as opiniões divergem, mas sempre um assunto: a situação da política e a corrupção. Não podemos deixar que a avaliação rasteira e desinformada, tome de conta da consciência das pessoas. Os oprimidos não podem pensar como opressores, por isso a grande aposta da elite brasileira e dos malandros da política, são as fichas nos veículos de comunicação, formando verdadeiras frentes de combate a democracia e de criminalização dos movimentos sociais e organizações populares.

Um trio elétrico que reúne Bolssonaro, Malafaia e Feliciano, não pode ser um ambiente sério e com propósitos democráticos. Um cidadão e uma cidadã, de sã consciência, não pode acreditar numa coisa dessa. Os defensores de um regime ditatorial mexem com os alienados e criam uma onda dentre os desinformados. Nesse momento de consolidação da nossa jovem democracia, é importante que não aceitemos provocações, nem mesmo incentivos malucos, para que não haja confronto com gente sem preparo e sem consciência de classe.

A nossa luta agora também é pela democratização da Comunicação, para que não fiquemos com uma cicatriz profunda na nossa democracia!