MOBILIZAÇÃO PARA A SEMANA DA SAÚDE 2018

 

O Conselho Nacional de Saúde luta para defender o Sistema Único de Saúde –  SUS

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A #SemanaDaSaúde2018 será uma grande mobilização nacional, feita pelo #CNS em parceria com conselhos municipais e estaduais de saúde. As ações acontecerão entre 2 e 8 de abril em todo o país, com o objetivo de valorizar o #SUS e fortalecer a luta contra os retrocessos recentes nas políticas de saúde. Será um momento de luta e de celebração do Dia Mundial da Saúde, comemorado em 7 de abril. Mobilize suas entidades. #EmDefesaDoSUS

 

Mais informações:  https://bit.ly/2ue6Gmz

SECRETÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE SAÚDE SERÁ SEPULTADA HOJE EM BRASÍLIA

Neide Rodrigues, secretária executiva do CONSELHO NACIONAL DE SAÚDE, faleceu neste sábado, 24, na UPA – Samambaia-DF – cidade próxima a Brasília. Neide tinha 55 anos e era uma combativa defensora do Sistema Único de Saúde no Brasil.O sepultamento da Neide está marcado para 17h00, velório a partir das 15h00 no cemitério Campo da esperança do Plano Plioto capela 5.

Confira a NOTA DE PESAR do CONSELHO NACIONAL DE SAÚDE – CNS:

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É com pesar que o Conselho Nacional de Saúde (CNS) comunica o falecimento de nossa secretária-executiva, Neide Rodrigues, na manhã de hoje (24/03/2018), em Brasília. Neide foi acometida por uma parada cardíaca. Nossa solidariedade aos amigos, familiares, colaboradores do CNS e companheiros de luta, que tiveram a honra de conviver ao lado de um exemplo de resistência e compromisso com o controle social brasileiro.

Neide assumiu a secretaria-executiva do CNS, órgão vinculado ao Ministério da Saúde (MS), em 2016, desde então vinha desempenhando um excelente trabalho na gestão técnica e política do conselho, dando encaminhamento às recomendações, moções, resoluções e deliberações dos conselheiros e conselheiras nacionais de saúde. Seu falecimento aconteceu dois dias após o falecimento de João Palma, outro importante companheiro de luta, que antecedeu a gestão de Neide na secretaria-executiva. Duas perdas que ficarão na memória.

Neide era filiada ao Partido dos Trabalhadores (PT), trabalhou no Departamento de Assistência Farmacêutica do MS e no gabinete do ex-ministro da saúde Alexandre Padilha. Tinha graduação em Administração pelo Instituto de Educação e Ensino Superior de Samambaia (Iesa) e pós-graduação em Bioética pela Universidade de Brasília (UnB). Além da organização das diversas agendas de luta do CNS, a secretária vinha participando de encontros pelo país com o objetivo de compartilhar a experiência da secretaria em âmbito nacional. “É importante fazermos essa aproximação com os estados e municípios. Nosso papel é fundamental para o funcionamento dos conselhos, nós damos encaminhamento às deliberações”, dizia.

A secretária executiva tinha 55 anos, deixa três filhos e uma rede de amigos e companheiros de militância. Sua contribuição por uma saúde pública e de qualidade para todos os brasileiros e brasileiras foi fundamental e continuará reverberando em nossas práticas e desafios em defesa dos direitos da população e do Sistema Único de Saúde (SUS). A secretária executiva do CNS será lembrada como uma mulher firme, que não tinha medo de lutar pelo que acreditava com o objetivo de fortalecer a participação social no Brasil. Toda nossa solidariedade aos conselheiros e conselheiras diante desta perda.

Em breve informaremos os locais onde acontecerão o velório e o enterro.

Conselho Nacional de Saúde

ASSISTÊNCIA FARMACÊUTICA DE QUALIDADE PARA USUÁRIOS DO SUS

 

CONSELHO DE FARMÁCIA ABRE INSCRIÇÕES PARA CAPACITAR  PROFISSIONAIS EM SERVIÇOS DE CUIDADO FARMACÊUTICO NO SUS

 

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O Conselho Federal de Farmácia (CFF) convida os profissionais da área a participar do projeto “Cuidado Farmacêutico no Sistema Único de Saúde (SUS) – Capacitação em Serviços”. A oportunidade de capacitação foi idealizada pelo Grupo de Trabalho sobre saúde pública/CFF, coordenado pelo vice-presidente do CFF, Valmir de Santi. Os interessados poderão se inscrever até o dia 28 de abril.

O desafio é ampliar a participação do farmacêutico no SUS e harmonizar termos, conceitos e processos de trabalho relacionados à atuação clínica desse profissional. “Nosso objetivo é fazer com que os profissionais participantes conheçam, compreendam e apliquem o raciocínio clínico, no sentido de aprimorar o cuidado farmacêutico no âmbito do SUS”, destaca Valmir de Santi.

A metodologia desenvolvida permite ao CFF, por meio dos conselhos Regionais, reunir dezenas de farmacêuticos nos municípios e implantar os cuidados farmacêuticos em sua cidade, com o acompanhamento de tutores que darão consultoria após o curso (veja, abaixo, o passo a passo da inscrição).

A realização do projeto demandará, ao todo, 11 meses de trabalho. Para o presidente do CFF, Walter da Silva Jorge João, a iniciativa proporcionará, ao CFF, as condições para acompanhar o desenvolvimento da assistência farmacêutica pública nos municípios brasileiros, oferecendo todo o apoio necessário. “Além disso, queremos contribuir para ampliar a participação dos farmacêuticos no SUS, por meio do incentivo à sua atuação clínica. Hoje, muitos continuam relegados às funções administrativas, apesar da grande contribuição que podem prestar aos usuários dos serviços de saúde.”

A capacitação terá carga horária total de 80 horas, distribuídas em cinco módulos presenciais de 16 horas, que serão ministrados a cada 15 dias. Serão criados 14 centros de formação, em 2017, para atender cerca de 300 municípios com a capacitação e a implantação de serviços de cuidados farmacêuticos nos postos de saúde do SUS.

 

Saiba mais:

 

O que?

Projeto Cuidado Farmacêutico no Sistema Único de Saúde (SUS) – Capacitação em Serviços

 

Prazo para inscrições

Até 28 de abril de 2017

 

Público-alvo

Farmacêuticos que atuam na atenção básica do Sistema Único de Saúde (SUS)

 

Como se inscrever

1 – Articule-se!

Converse com os farmacêuticos da atenção básica de seu município e de municípios vizinhos sobre o projeto. Uma maneira mais fácil de promover essa articulação é buscar o apoio do seu CRF, das secretarias de saúde (estadual/municipais) ou do Cosems (Conselho de Secretarias Municipais de Saúde).

2 – Constitua um polo.

Cada polo pode ter de 40 a 50 farmacêuticos, obrigatoriamente atuantes na atenção básica. O polo pode ter profissionais de um ou mais municípios. Se for formadoLI por um grupo de municípios, estes podem pertencer a regiões de saúde diferentes, desde que sejam de um mesmo estado.

 3 – Reúna a documentação exigida (veja a lista) e faça cópias digitais de todos os documentos.

 

 

LISTA DE DOCUMENTOS

·           Certificado de conclusão do curso de Prescrição Farmacêutica no Manejo de Problemas de Saúde Autolimitados ou comprovante de inscrição no mesmo (o curso é gratuito e pode ser feito on-line. Para cursar acesse www.profar-cff.org.br)

 

·           Carta de apresentação de cada município, constando:

ü  Termo de anuência assinado pelo secretário municipal de saúde. Neste termo, ele deverá declarar formalmente que concorda com a implantação do projeto do cuidado farmacêutico em seu município; que assume o compromisso de liberar os farmacêuticos inscritos para participar das atividades presenciais; e que arcará com o custo de deslocamento e alimentação dos mesmos, viabilizando a sua participação nestas atividades.

 

ü  A descrição dos equipamentos de saúde do município e os dados sobre a população, bem como o seu perfil epidemiológico;

 

ü  Os documentos comprobatórios da gestão da Assistência Farmacêutica (item dos critérios de seleção).

 

ü  A relação dos farmacêuticos que serão incluídos no projeto, juntamente com a documentação que comprove o vínculo formal.

 

 

·           Comprovante de indicação do farmacêutico que coordenará a logística local para a realização das capacitações e assessorias do projeto no município ou região de saúde.

 

4 – Eleja o representante do polo

5 – Preencha o formulário e envie. A inscrição é gratuita.

Atenção!

Lembre-se que é necessário também encaminhar as cópias digitais dos documentos exigidos.

No caso de o polo ser independente de entidade, a documentação deve ser encaminhada pelo responsável. No caso de polo organizado com a intermediação de entidade, essa entidade deverá se encarregar do encaminhamento dos documentos.

O endereço de e-mail para o envio, independentemente da situação, é gtsaudepublica@cff.org.br

Para tirar dúvidas e acessar o formulário, clique no link http://migre.me/wsBUp

FIOCRUZ sem democracia

 

 

A FIOCRUZ – Fundação Oswaldo Cruz – é secular e mantem uma tradição muito democrática e participativa. É responsável pelas pesquisas estratégicas para a saúde pública brasileira. Tudo que está ao nosso lado e na nossa vida de desenvolvimento tecnológico/científico para a melhoria da saúde tem a presença da FIOCRUZ com seus cientistas e pesquisadores de alto gabarito.

Pois bem, esses técnicos, cientistas, pesquisadores e todo quadro da Fundação Oswaldo Cruz, foram traídos pelo viés antidemocrático do governo federal, que contrariando uma decisão soberana das eleições internas da instituição, resolve retirar o nome da Professora Nísia Trindade, que foi votada pela comunidade científica com mais de 60% da preferência, para nomear a segunda colocada no processo.

“Defender a Fiocruz é defender a ciência e tecnologia em saúde no nosso país, é defender a nossa soberania”, afirma a ex-presidente do Conselho Nacional de Saúde, Socorro Souza, hoje pesquisadora da FIOCRUZ. Socorro Souza não concorda com o processo de nomeação da segunda colocada e defende o processo de escolha democrática da FIOCRUZ e imediata nomeação da professora Nísia Trindade para a presidência.

O ministério da saúde vasou uma informação para o jornal O Globo, que irá publicar no Diário Oficial da União no dia 02 de janeiro, a nomeação da professora Tânia Araújo (segunda colocada na escolha da Fiocruz). “Concordar com isso é aceitar que todo o nosso processo de gestão participativa seja jogado no lixo, inclusive a nossa escolha para direção das Unidades”, diz Francisco Netto, membro da FIOCRUZ.

Trabalhadora rural ao lado de um banner do curso de formação de facilitadores para o campo, florestas e águas. O curso foi realizado pela FIOCRUZ

A Fundação Oswaldo Cruz está presente na formação, organização e processos de melhorias da saúde pública, promovendo pesquisa, cursos e desenvolvendo pessoas para o SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE. Na política de saúde do campo e das florestas, a FIOCRUZ é determinante para o trabalhador e trabalhadora rural e para os ribeirinhos…Agora os pesquisadores e cientistas da Fundação vão para as ruas, mostrar como é importante a ciência e a democracia, principalmente para defender o sistema de saúde pública.

Diante dessa ameaça a democracia, a Associação dos Servidores da FIOCRUZ – ASFOC – vai realizar uma assembleia geral no dia 03 de janeiro de 2017, na para discutir a defesa da indicação da mais votada para a presidência da Fundação. A assembleia geral será na sede do Rio de Janeiro em Manguinhos.

 

Matéria de O GLOBO – http://blogs.oglobo.globo.com/panorama-politico/post/fiocruz-tem-novo-presidente-tania-araujo-jorge.html

 

Fiocruz ajuda na prevenção ao suicídio no SETEMBRO AMARELO

INFORMAÇÃO É UM BOM REMÉDIO PARA COMBATER O SUICÍDIO

Com o objetivo de disseminar a informação para quebrar tabus e debater o tema, o Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict), da Fiocruz, lançou durante o mês de setembro/2016, uma série de matérias sobre prevenção ao suicídio, celebrando o “Setembro Amarelo”.

A série “Não há lirismo no suicídio” apresenta números, infográficos, vídeos, entrevistas e depoimentos sobre a questão do suicídio enfocando os números do Brasil, a prevenção, o suicídio entre jovens e entre idosos, e os sobreviventes de um suicídio (familiares, amigos, colegas de trabalho e etc.). A Agência Fiocruz de Notícias também dedicou ao tema um hotsite especial, intitulado “Suicídio”

 

Infográfico do comportamento suicida ao longo da vida. Gráfico mostra com fonte da BOTEGA o comportamento de cada 100 habitantes

Todas as matérias podem ser acessadas nos links abaixo.

Série Não há lirismo no suicídio

Os números que assustam (sobre os números no Brasil)

http://www.icict.fiocruz.br/content/n%C3%A3o-h%C3%A1-lirismo-no-suic%C3%ADdio-os-n%C3%BAmeros-que-assustam

Todos por um, um por todos (sobre prevenção)

http://www.icict.fiocruz.br/content/n%C3%A3o-h%C3%A1-lirismo-no-suic%C3%ADdio-todos-por-um-um-por-todos#overlay-context=content/n%25C3%25A3o-h%25C3%25A1-lirismo-no-suic%25C3%25ADdio-os-n%25C3%25BAmeros-que-assustam

Quando os anos são poucos (sobre jovens)

http://www.icict.fiocruz.br/content/n%C3%A3o-h%C3%A1-lirismo-no-suic%C3%ADdio-quando-os-anos-s%C3%A3o-poucos#overlay-context=content/inovaicict-30-anos

Quando os anos pesam (sobre idosos)

http://www.icict.fiocruz.br/content/n%C3%A3o-h%C3%A1-lirismo-no-suic%C3%ADdio-quando-os-anos-pesam

Do luto à luta (sobre sobreviventes)

http://www.icict.fiocruz.br/content/n%C3%A3o-h%C3%A1-lirismo-no-suic%C3%ADdio-do-luto-%C3%A0-luta

Agência Fiocruz de Notícias – Especial Suicídio – https://agencia.fiocruz.br/suicidio

Duas fotos, em cima o ex-ministro Marcelo Castro durante uma solenidade e sob protesto, uma jovem entrega uma caveira. Na foto abaixo o secretário do MS que assume a pasta, ele estava participando de uma reunião do Conselho Nacional de Saúde.

SAI CASTRO E ENTRA AGENOR NA SAÚDE

 

Isolado no PMDB e sem confiança do controle social, o ministro da Saúde, Marcelo Castro deixa o governo Dilma. Ele entregou sua carta de demissão hoje 27.

“Entrego hoje minha carta de demissão à presidente Dilma. Informei ontem ao Jaques Wagner”, disse Marcelo Castro, que não deverá ter espaço com o vice-presidente Michel Temer.

O secretário-executivo do Ministério da Saúde, José Agenor Alvares deve assumir a pasta, e  Castro reassume a cadeira de deputado federal pelo Piauí.

Indicado pela bancada do PMDB da Câmara, o ministro tomou posse em outubro do ano passado. Sua passagem pelo ministério foi marcada por declarações polêmicas e que acabaram por ampliar o desgaste do governo no combate a doenças da dengue e do zika. Em visita à Sala de Situação do Distrito Federal para Controle da Dengue, em Brasília, realizada em janeiro, o ministro disse que o País estava perdendo “feio” a guerra contra o Aedes aegypti.

 

Castro foi vaiado durante a 15ª Conferência Nacional de Saúde, que aconteceu em dezembro de 2015, e era alvo constante de manifestações de organizações populares da saúde.

 

Um mosaico de fotos com militantes do sistema único de saúde, na foto editada tem negros, indígenas, mulheres, homens, jovens...

ARTIGO: Democracia e Direito à Saúde, duas bandeiras que unem o Brasil  

Ronald Ferreira dos Santos *

        No domingo 17 de abril,  a sociedade brasileira assistiu ao vivo e em cores o espetáculo em que se converteu a sessão para votar a admissibilidade do processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff. Pôde ver o nível dos deputados e deputadas que compõem o parlamento, como se posicionam e o que pensam. Para quem só se defronta com a atuação parlamentar em momentos como este, a sensação deve ter sido de espanto. Mas são estas pessoas que aprovam as leis que governam o país.

A CARA DO POVO BRASILEIRO

A CARA DO POVO BRASILEIRO

        Foi curioso ver como muitos dos votos favoráveis à cassação da presidenta foram dados em respeito aos médicos do país, numa referência indireta a uma das políticas públicas adotadas pelo atual governo para levar atendimento à saúde para milhões de brasileiros que não tinham acesso: o Mais Médicos. Imagino que todos devem se lembrar da reação violenta que parte desta categoria teve quando o governo preencheu as vagas do programa com profissionais de outros países.

        A lembrança vale para contextualizar questões que não estão tendo o devido espaço no debate público – em particular pelos grandes meios de comunicação – sobre como se posicionam e o que propõem para as políticas públicas de saúde as lideranças que estão à frente da mobilização pelo impeachment da Presidenta.

        Nos governos do ex-presidente Lula e da presidenta Dilma Rousseff, um elenco enorme de iniciativas inovadoras no campo da saúde e na implementação de políticas estruturantes e intersetoriais foram fundamentais para garantir um ambiente de ampliação de direitos e efetivação do que a Constituição Federal de 1988 preconizou para a Saúde. Entre elas vamos destacar aqui a criação do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência – SAMU, dos Centros de Atendimentos PsicoSociais – CAPS, do Mais Médicos, do programa Aqui Tem Farmácia Popular e tantos outros que fortaleceram o Sistema Único de Saúde.

        Mas destaco, aqui, a Política Nacional de Assistência Farmacêutica, criada em 2004, que consolidou nacionalmente o entendimento no Executivo, Legislativo e Judiciário de que medicamento é um insumo garantidor do direito à saúde. Tal entendimento contribuiu para uma importante conquista, que foi a aprovação da Lei 13.021/2014 que transformou, do ponto de vista legal, a Farmácia em Estabelecimento de Saúde, uma luta que há muitos anos vinha sendo desenvolvida por vários setores sociais, em particular pela categoria farmacêutica.

        Importante reconhecer as conquistas obtidas, mas também registrar que pouco ou nada se avançou para que se ampliassem os recursos a Saúde, o que compromete em boa medida as políticas neste campo, como temos alertado de forma contundente em todos os espaços e que teve como emblema o Movimento Saúde + 10. A luta por mais recursos para o SUS e por uma política de financiamento estruturante para a saúde tem sido uma ação prioritária dos segmentos que atuam em defesa do SUS.

        Por isso, é fundamental alertar para o que propõe o projeto apresentado ao país pelo vice-presidente Michel Temer, que pode se tornar em pouco tempo o presidente do país. No programa Ponte para o Futuro, Temer propõe a desvinculação das receitas para a Saúde e Educação, que é um ataque despudorado ao financiamento do SUS. Essa proposta não foge ao contexto geral do que se coloca na Ponte para o Futuro: a retomada da pauta neoliberal, que prega o Estado mínimo, a desregulamentação da economia, a privatização de empresas públicas e a terceirização para o setor privado dos serviços públicos. A aposta é no mercado como polo dinâmico de toda a economia. Neste contexto, Saúde, Educação, Moradia não serão mais direitos cuja garantia deva ser dada pelo Estado.

        Outro ataque aos direitos conquistados, em particular no campo do medicamento e em contraposição à da Lei 13.021 citada acima, é conduzido por um dos artífices do golpe, o senador Romero Jucá, que através do PLS 284/2015 quer liberar a venda de medicamentos em supermercados.

        O principal operador político do golpe em curso contra a democracia, a saúde e outros direitos conquistados é o presidente da Câmara. Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que teve entre seus maiores financiadores de campanha empresas ligadas à saúde privada, como operadoras de planos de saúde privados. Não à toa, é o autor do Projeto de Emenda Constitucional 451/2014 Cunha que altera o art. 7º da Constituição, inserindo novo inciso, o XXXV, o qual obriga todos os empregadores brasileiros a garantirem aos seus empregados serviços de assistência à saúde, excetuados os trabalhadores domésticos, afrontando todo o capítulo da seguridade social e a seção da saúde e seus dispositivos. É o desmonte do SUS.

        Tais propostas seguem ao lado de outras iniciativas que reduzem recursos para a Saúde e atacam programas. Um dos primeiros a ser desmontado, certamente será o Mais Médicos, como ficou claro pelas declarações dos parlamentares

        Esse conjunto de iniciativas e propostas viola o direito à saúde conquistado na Constituição, ao dizer ser direito fundamental do trabalhador a assistência à saúde. Secciona o SUS que tem como diretriz constitucional a integralidade da atenção à saúde, ao fracionar a assistência à saúde, os seus usuários e o devedor da garantia do direito à saúde que deixa parcialmente de ser o Estado.

        Outrossim, converte um direito a um serviço – pior até, converte à uma mercadoria –, fazendo virar a roda da história brasileira para trás, nos levando de volta a momentos em que a luta era para firmar a consigna de que Democracia é Saúde, como postulado na década de 80 pelos movimentos que lutaram em defesa da Reforma Sanitária.

        Em momentos delicados como estes que estamos vivendo, onde o que está em jogo é a própria democracia, é indispensável reafirmar a soberania da vontade popular exercida pelo voto e alimentada pelos vários instrumentos de participação social. Na Saúde, além das conquistas já apontadas, logramos também construir um modelo de referência para a participação social, que são os Conselhos de Saúde. Mas estas conquistas hoje estão em xeque, uma vez que a democracia e o direito à saúde estão ameaçados.

        Sem que haja políticas públicas para reduzir desigualdades econômicas, sociais e culturais acumuladas historicamente o exercício da democracia fica comprometido. Por isso, no curso de um golpe e na eminência da ascensão de um governo ilegítimo, a luta prioritária do movimento social brasileiro é a luta em defesa da Democracia e do Estado Democrático de Direito, que se materializam na defesa do direito à Saúde, pautas que unificam a sociedade e permitem ampla mobilização social.

Não vai ter golpe! Democracia é Saúde!

 

* Ronald Ferreira dos Santos é farmacêutico, presidente do Conselho Nacional de Saúde e presidente da Federação Nacional dos Farmacêuticos.

TRABALHADOR É ELEITO PRESIDENTE DO CONSELHO NACIONAL DE SAÚDE

 

O pleno do Conselho Nacional de Saúde-CNS – elegeu nesta quarta-feira, 16, o farmacêutico e presidente da Federação Nacional dos Farmacêuticos (Fenafar), Ronald Santos, para dirigir CNS no triênio 2015-2018. Ronald Ferreira é lutador em defesa do Sistema Único de Saúde – SUS – e nos últimos anos coordenou o movimento Saúde +10 que exige mais recursos e qualidade  para o sistema público de saúde.

Em reunião extraordinária, em Brasília,  também foram eleitos os membros da nova mesa diretora do CNS, respeitando a paridade dos segmentos de usuários, trabalhadores e gestores. A mesa diretora, que será presidida por Ronald Ferreira, ficou assim composta: Geordeci Sousa da Central Única dos Trabalhadores – CUT; Edmundo Omorê  da Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia brasileira – Coiab; André Luiz de Oliveira da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil; Cleoneide Pinheiro da Federação Nacional das Associação dos Celíacos do Brasil; e Francisca Rêgo Araújo, da Associação Brasileira de Ensino em Fisioterapia.

O Conselho Nacional de Saúde é um espaço  de controle social com representação e 48 membros, e nos últimos 3 anos foi dirigido por uma usuária do SUS, Maria do Socorro de Souza.

Ronald Ferreira presidente do CNS:

Ronald Santos iniciou sua trajetória em Chapecó, no oeste catarinense, cidade onde o farmacêutico ingressou no movimento estudantil secundarista. Graduou-se em Farmácia, na Universidade Federal de Santa Catarina, integrou o movimento de reconstrução do Sindicato dos Farmacêuticos de SC, ingressando, assim, no movimento sindical. Desde então, sua história profissional se entrelaça com as principais mudanças da profissão farmacêutica e da saúde brasileira das últimas décadas.

Presidiu o Sindicato dos Farmacêuticos de Santa Catarina, onde ainda é dirigente; atuou em Farmácia Comunitária, Farmácia Hospitalar e no Laboratório de Físico-química de Medicamentos do LACEN-SC. Como presidente da Fenafar, representa a categoria farmacêutica e os interesses gerais da população no Conselheiro Nacional de Saúde. Nos últimos dois anos, coordenou o Movimento Nacional em Defesa da Saúde Pública – Saúde+10.

Atualmente Ronald é farmacêutico concursado do Centro de Informações Toxicológicas de Santa Catarina e assessor técnico do Conselho Regional de Farmácia de SC. Também é membro da Direção Nacional da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil – CTB e  presidirá o CNS  no triênio 2015-2018.

Fonte do histórico: www.sindfar.org.br