Venha participar do maior evento da Agricultura Familiar de Goiás

 

 

Venha participar do maior evento da Agricultura Familiar de Goiás

 

De 13 a 16 de junho de 2012 será realizada a Agro Centro-Oeste Familiar evento que objetiva discutir a realidade da agricultura familiar no país, estimulando a produção de conhecimentos nesta área para a divulgação da importância dos agricultores familiares no setor da produção alimentícia em Goiás.

A Feira será realizada no Centro de Cultura e Eventos da UFG, Câmpus Samambaia, em Goiânia.  Haverá exposição de alimentos e artesanato de 40 iniciativas da agricultura familiar com atrações culturais (Orquestra de Violeiros de Goiás, desfile de modas Agro Fashion, Fiandeiras de Hidrolândia, entre outros), seminários, cursos, produção de conhecimento acadêmico e serviços para a comunidade (Liga da Mama, Liga de Hipertensão).

Haverá caravanas que sairão de vários municípios do Estado que estarão disponíveis para os interessados em participar do evento.

Dezenas de cooperativas, associações de agricultores e agricultoras familiares farão da Agro Centro-Oeste um evento que demonstrará o potencial produtivo destes trabalhadores do campo.

Representantes de movimentos sociais, instituições de ensino e governos municipais, estadual e federal estão mobilizadas para que a Agro Centro-Oeste Familiar possa evidenciar-se como um espaço da promoção da cultura, da arte, da produção alimentícia, da força e da reflexão dos agricultores familiares de Goiás sobre sua realidade no Estado e no país.

 

Para mais informações acesse: www.agro.ufg.br/agrocentro

http://www.facebook.com/pages/Agro-Centro-Oeste-Familiar

LIXO QUE TE QUERO LIXO

O jeito que acondicionamos e descartamos o lixo ou produtos recicláveis, é vergonhoso, tanto para o descartador quanto para quem vê o descarte. Nem parece que Goiânia apresenta-se, segundo dados do IBGE, como uma cidade de excelente qualidade de vida. Ora, que qualidade, se ainda tem gente que não sabe descartar o lixo.

Em um setor de classe média alta na região norte de Goiânia, um proprietário colocou uma placa bem explicativa, para impedir o desaforo dos vizinhos. Mas de nada adianta, pois o pedido não é atendido.

Em pior situação encontramos um patrimônio público natural; o Ribeirão “João Leite”, o responsável pelo abastecimento da água que consumimos na cidade. Pois bem, às margens da Rodovia 080, alguém depositou  seus sacos de lixo, que inevitavelmente cairão dentro do rio e garantirão mais mortes de peixes e poluirão nossas águas.

Eu fico indignado, impressionado, pois aqui na capital de Goiás tem “Cata-treco”, Coleta Seletiva e coleta diária na ruas, varrição, coleta de entulho e um telefone disponível para auxiliar os desavisados e desinformados (62)3524-8555. Não jogue  lixo nas ruas, descarte corretamente, por amor aos nossos rios, mares e nossas vidas, amém!

A FLORESTA, O TRABALHO E A COMIDA


Tem gente que não imagina que a votação do Código Florestal e o fim do trabalho escravo afeta diretamente a nossa mesa. Isso mesmo, o alimento que chega à casa do brasileiro tem um percentual de 70% sob a responsabilidade do Agricultor e Agricultora Familiar – o antigo pequeno agricultor e o ex-SEM TERRA, que hoje é assentado da reforma agrária. Esses “filhos da terra” são os verdadeiros heróis do Brasil do século XXI.

Estamos acompanhando a histérica discussão sobre o Código Florestal no Congresso, onde os ruralistas afirmam que são os que mais contribuem para o crescimento do país e mais empregam e alimentam. Sim, produzem algodão, cana e soja. Mas a macaxeira, feijão, batata, arroz, leite, frutas, verduras e outros produtos estão nas mãos do Agricultor Familiar (cerca de 7 produtos de 10 produzidos, segundo dados da CONTAG – Confederação Brasileira dos Trabalhadores na Agricultura).

Eles, os ruralistas, que até pouco tempo estavam aliados das maiores violências no Brasil, matando e expulsando trabalhadores das terras, grilando áreas e matando índios e posseiros no norte e nordeste brasileiro; hoje estão com “cara” de desenvolvimentistas e conservacionistas. Sem falar dos altos índices de precarização do trabalho no campo, com a presença dos “gatos”, e grande número de trabalhadores e trabalhadoras que foram resgatados em situação análoga a escravidão nos últimos anos no Brasil; e Goiás tá no ranking da lista (www.mte.gov.br).

Quatro partidos concentram 23 dos 29 deputados federais que votaram contra a Proposta de Emenda Constitucional 438/2001, a PEC do Trabalho Escravo, na última quarta-feira, 22 de maio. Contrariando a orientação de seus líderes, que defenderam publicamente a aprovação, oito integrantes do PSD, sete do PMDB, quatro do DEM e quatro do PP se declararam publicamente contra a medida, que determina o confisco de propriedades em que for flagrado trabalho escravo e seu encaminhamento para reforma agrária ou uso social. Após praticamente oito anos parada, a proposta obteve nesta semana 360 votos, bem mais dos que os 308 necessários para sua aprovação.

As informações são parte de um levantamento feito pela ONG Repórter Brasil. (www.reporterbrasil.org.br )

AMOR, ESTRANHO AMOR – O filme Pornô de Xuxa no Nordeste Goiano

 

As lambanças de Xuxa chegaram no nordeste goiano, através do JORNAL VALE DO PARANÃ em Alvorada do Norte-GO. Em 1991, três destemidos profissionais, eu, Laerte Júnior e Nonato Bandeira, tiveram a coragem de mostrar a cara e os peitos de Xuxa, desmascarando a farsa da “rainha dos baixinhos”. O texto do nosso colega Alfredo Bessow, mostra que Maria das Graças não era santa, e já desafiava a legislação que protege as criança e os adolescentes.

 

O jornalista Alfredo Bessow, colaborador do JORNAL VALE DO PARANÃ, desclassifica e critica a atuação profissional da Xuxa dos Baixinhos, mostrando a foto do Filme  “Amor, Estranho amor”, que estranhamente o Fantástico não se referiu na entrevista-melancólica  da “rainha”.

 

O JORNAL VALE DO PARANÃ e seus editores, foram excomungados por conta desse material, mas os leitores gostaram, e só agora a farsa da “rainha” caiu. Só a FARSA!

CANAVIEIROS CONSEGUEM PISO SALARIAL DE 753 REAIS E USINEIROS NÃO CEDEM ALIMENTAÇÃO

Depois de sete rodadas de negociação entre FETAEG e SIFAEG, os 20 mil trabalhadores rurais do setor canavieiro goiano, conseguiram um reajuste salarial de 9,75% no piso salarial da categoria. O Salário inicial de um cortador de cana é R$ 752,53 a partir de hoje no estado.

A Federação dos trabalhadores na Agricultura do Estado de Goiás e a Contag – Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura – participaram das negociações no Sindicato da Indústria do Açúcar e Álcool – SIFAEG – representando os cortadores de cana em Goiás. Segundo José Maria de Lima, secretário de Assalariados da FETAEG, foi uma negociação difícil e os usineiros ainda não concordaram no fornecimento de alimentação gratuita e de qualidade para os trabalhadores rurais do setor canavieiro. Segundo José Maria, hoje um cortador de cana, produz em média 12 toneladas de cana cortada por dia; “É um trabalho de exaustão e precisa de boa alimentação. Nosso pessoal leva comida de casa e isso é um risco para a qualidade de vida do trabalhador”, reclama José Maria da FETAEG.

Os trabalhadores foram assessorados pelo DIEESE – Departamento Intersindical de Estatística e  Estudos Socioeconômicos – além do acompanhamento da assessoria da CUT e  CONTAG. Segundo José Maria, hoje em Goiás, são 62 municípios com sindicato de trabalhadores rurais da cana, representando mais de 100 municípios com 20 mil trabalhadores e trabalhadoras no setor.

 

JOSÉ MARIA DE LIMA – (62) 8118-3936 – Secretário de Assalariados da FETAEG.

Elias D’Angelo Borges – (62) 8118-3937 – Presidente FETAEG

5ª FESTA DO CARREIRO EM PORTELÂNDIA-GO

Uma pequena cidade no sudoeste goiano, com pouco mais de 4 mil habitantes, recebe durante três dias ,cerca de 15 mil pessoas para a FESTA DO CARREIRO. Portelândia-GO é o palco dessa festa.

O encanto pela fotografia e o entusiasmo dos moradores e visitantes, me provocou publicar algumas fotos do evento:

VEJA AS PRINCIPAIS FOTOS DA 5ª FESTA DO CARREIRO EM PORTELÂNDIA-GO

http://www.flickr.com/photos/luizparahyba

MPT: Ai se eu te pego

A sanidade animal e o desrespeito trabalhista

 

“O que Goiás produz a gente mostra”, é o lema da 67ª Exposição Agropecuária de Goiás, além de um evento internacional de animais, com perspectivas de mais de R$ 70 milhões em negócios.

 

Nesse “negócio” são milhares de trabalhadores e trabalhadoras rurais que saem de seus municípios, e acompanham os patrões com os animais. Os tratadores, vaqueiros, peões e outros, são praticamente obrigados  a tarefas exaustivas, insalubres e desumanas, por mais de 15 dias fora de casa, dormindo em redes em baixo de caminhões ou em alojamentos precários e o “marmitex” sem qualidade. Tudo isso para o cuidado especial da saúde e bem estar dos animais.

Além da catinga de bosta abafada nos galpões, o alto volume das músicas horrorosas e um ambiente tumultuado, os trabalhadores não tem horário de trabalho e estão 24 horas dedicados aos  cuidados dos animais, sem hora de almoço, janta ou descanso. Tudo isso sem fiscalização ou mecanismo para  reclamação. Primeiro que essa prática é apoiada por todos os níveis de governos e também por parte da imprensa especializada, e dos apreciadores das músicas do estilo “ai se eu te pego”. Assim, os trabalhadores e trabalhadoras das exposições agropecuárias em Goiânia e todos os municípios que realizam esse tipo de evento, ficam sem ter opção; ou são explorados ou perdem o emprego.

Há várias notificações de trabalhadores, com início de depressão, e entram no consumo excessivo de bebidas alcoolicas, muitas vezes oferecidas e patrocinadas pelos patrões “coronéis”. Isso é possível observar em horários de pouca movimentação nos parques agropecuários.

Outra constatação é a frequente prática de desvio de função dos trabalhadores, que carregam caixas, fazem limpeza, atendem as demandas dos patrões, em ações que não são as estabelecidas no seu trabalho. Sem falar que muitos desses trabalhadores são informais e não tem contratos com carteira assinada. Nesse momento entram na estória os “gatos” (aliciador de mão de obra barata). Muitos estão trabalhando sem garantia previdenciária e sem segurança no emprego, com risco eminente de acidentes e desenvolvimento de doenças contagiosas.

Chegou a hora do Ministério Público do Trabalho (MPT-GO), tão zeloso e rigoroso com as práticas de exploração do trabalho urbano, fiscalizar a prática abusiva nas exposições agropecuárias no estado de Goiás, começando em Goiânia, pois até dia 3 de junho de 2012,  teremos tempo suficiente para uma ação de combate ao trabalho análogo a escravidão.

 

OBS. Foto de tratadores de animais em Morrinhos-GO.

 

 

ANTONIO DA ESPERANÇA

 

Hoje na feira parecia que os gritos dos feirantes tinham calado. Antonio Gonçalves Pereira dos Santos, 64 anos, delegado de polícia, não estava sorrindo na feira do Jaó (bairro de classe média alta em Goiânia). O piauiense da cidade de Pedro II, com cara de cearense e alegria goianiense, emudeceu, calou, silenciou a feira livre.

Uma faixa escrita pelo vendedor de espetinho,  emocionava os amigos e desconhecidos. Antonio Gonçalves ou Doutor Antonio, como muitos  o chamavam, era um “médico da família” da Polícia Civil goiana. Aquele profissional que todo mundo tem admiração, confiança e sabia que quando tinha um problema, ele resolvia.

Pois hoje o piauiense silenciou e emocionou a feira. As fumaças do espetinho,  subiam aos céus, apenas guiadas pelos fracos ventos da noite. Os amigos e feirantes pareciam aguardar o   Doutor Antonio para degustar uma carne assada e bater um bom papo. Atualizado, bem humorado e com grande espírito profissional, Doutor Antonio é a nossa esperança de uma polícia humana, competente, inteligente, saudável, atualizada e ligada a comunidade, um verdadeiro “policial da família”.

Ah, hoje também o Bosque do Café ficou sem as pegadas fortes de Doutor Antonio. Nesse local, todos os dias, ele fazia sua caminhada e distribuía simpatia.

Antonio Gonçalves é uma das vítimas do grave acidente de helicóptero, onde 8 pessoas morreram em Piranhas-GO. Com um espírito de verdadeiro policial audacioso, Antonio sabe o que aconteceu naquele acidente misterioso.

 

CANAVIEIROS COMEÇAM A LUTA POR REAJUSTE SALARIAL E ALIMENTAÇÃO

CANAVIEIROS COMEÇAM A LUTA POR REAJUSTE SALARIAL E ALIMENTAÇÃO

 

Começa nesta quinta-feira, 10 de maio, na sede do Sindicato da Indústria da Cana (Sifaeg) a Convenção Coletiva de Trabalho dos Canavieiros goianos; são 27 anos de luta e organização dos trabalhadores rurais da cana no estado. Neste ano os trabalhadores  vão lutar para  dar um basta a “boia-fria” e garantir alimentação de qualidade para todos 20 mil cortadores de cana do estado.

A FEDERAÇÃO DOS TRABALHADORES NA AGRICULTURA – FETAEG – irá apresentar oficialmente a proposta de piso salarial de R$ 823,17(Oitocentos e Vinte e Três Reais  e Dezessete Centavos) mensais. Hoje um cortador de cana, produz em média 12 toneladas de cana por dia; caracterizando o corte da cana como  uma atividade de exaustão e penosa. A outra reivindicação que chegará a mesa de negociação com os usineiros ,nesta quinta-feira, 10 de maio, será o fornecimento de alimentação de qualidade para todos canavieiros no estado, afirma José Maria de Lima, secretário de assalariados rurais da FETAEG.

Os canavieiros vão também discutir com os usineiros a garantia dos postos de trabalho e a qualificação profissional, pois nos últimos 3 anos, as máquinas tem tomado as vagas de trabalho no setor. O setor já  empregou cerca de 50 mil cortadores de cana em Goiás, hoje são pouco mais de 20 mil trabalhadores, informa José Maria da Fetaeg.

Ainda segundo José Maria de Lima, os trabalhadores da cana vão apresentar aos usineiros, uma lista de problemas decorrentes no campo, onde canavieiros são obrigados a jornada de trabalho acima do permitido e também a presença do “gato”-  aliciador de trabalhadores-  que cria a situação de trabalho escravo no campo.

As negociações do setor canavieiro começam nesta quinta-feira e devem durar pelo menos 10 dias de debates sobre a pauta, prevê os dirigentes sindicais.

 

 

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