JORNADA COM LULA

CUT-GO e Frente Brasil Popular na LUTA pela DEMOCRACIA

 

JORNADA NACIONAL EM BRASÍLIA e MANIFESTAÇÃO EM GOIÂNIA NA DEFESA DA DEMOCRACIA

 

Quinta, 31 de março, é dia da DEFESA DA DEMOCRACIA. Milhares de brasileiros e brasileiras, seguem para Brasília para a JORNADA NACIONAL PELA DEMOCRACIA. Será um dia de protesto e luta contra a tentativa de golpe. Além de Brasília várias cidades farão atos em defesa da democracia.

Em Goiânia, a concentração do Dia da Jornada Nacional pela Democracia acontecerá na Praça Cívica, às 17 horas, organizado pela Frente Brasil Popular e a Central Única dos Trabalhadores – CUT. Os organizadores convidam para que os participantes da Jornada, pintem a cara, tragam o seu amor pelo Brasil para a praça, tragam seu cartaz, suas crianças, sua coragem, sua bandeira, suas origens e junte sua voz à daqueles que não admitem o retrocesso.

A Frente Brasil Popular criou um mecanismo também de pressão virtual aos parlamentares indecisos,  para que votem pela democracia e contra o processo que tramita na comissão especial da Câmara dos Deputados. Para saber quem são, acesse o site www.mapadademocracia.org.br   Mesmo os parlamentares que declararam seu voto favorável ao golpe, podem mudar sua posição se houver pressão popular.

Segundo a direção da CUT-GO o   que está em jogo no impeachment é muito mais que o mandato da presidente Dilma Rousseff, legitimamente eleita pelo povo brasileiro e sobre quem não pesa nenhum crime de responsabilidade: os políticos favoráveis ao golpe querem o fim dos direitos trabalhistas, o retrocesso das conquistas na área de direitos humanos, além do extermínio de programas sociais que ajudaram a mudar o Brasil.

A Jornada Nacional Pela Democracia terá uma participação forte dos goianos; muitos ônibus estarão se dirigindo a Brasília para participar da jornada na capital federal. Eles sairão da Praça Universitária, às 7 horas do dia 31 de março. Centrais sindicais, sindicatos, movimentos sociais, todos estão unidos em prol da causa maior, que é a democracia brasileira. Participe!

 

Com informações da Assessoria da CUT-GO.

 

 

CUT-GO convoca reunião de urgência depois de sofrer ataques

A Central Única dos Trabalhadores –CUT – Goiás, sofreu um ataque na manhã desta sexta-feira, 25; indivíduos não identificados, arrombaram as portas da sede da entidade – localizada no centro de Goiânia – entraram na sala da diretoria, reviraram documentos e levaram um aparelho celular da entidade. Segundo Mauro Rubem, presidente da CUT-GO, o sistema de alarme foi acionado  mas não foi possível  ainda, identificar os autores do ataque. Mauro informou ainda que a Polícia Técnico Científica fez perícia no local e o caso será investigado pelo 1ºDP de Goiânia.

SEDE DA CUT-GO FOI ATACADA NESTA SEXTA-FEIRA SANTA

Neste sábado, 26, a CUT realizará uma reunião ampliada com entidades populares e sindicatos, para avaliação do episódio, pois neste mês de março também sofreram ataques a sede do Partido dos Trabalhadores-PT e o PC do B, ambos em Goiânia. Mauro Rubem falará a imprensa neste sábado sobre as medidas que serão tomadas para evitar novos ataques a entidades, e falará sobre a mobilização nacional do dia 31 de março que acontecerá em Brasília e Goiânia em defesa da DEMOCRACIA.

SEDE DA CUT – Rua 70, centro – px ao TCM

10h

26 DE MARÇO DE 2016 – SÁBADO

CONFIRA TAMBÉM –

Carta aberta do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva

Creio nas instituições democráticas, na relação independente e harmônica entre os Poderes da República, conforme estabelecido na Constituição Federal.
Dos membros do Poder Judiciário espero, como todos os brasileiros, isenção e firmeza para distribuir a Justiça e garantir o cumprimento da lei e o respeito inarredável ao estado de direito.
Creio também nos critérios da impessoalidade, imparcialidade e equilíbrio que norteiam os magistrados incumbidos desta nobre missão.
Por acreditar nas instituições e nas pessoas que as encarnam, recorri ao Supremo Tribunal Federal sempre que necessário, especialmente nestas últimas semanas, para garantir direitos e prerrogativas que não me alcançam exclusivamente, mas a cada cidadão e a toda a sociedade.
Nos oito anos em que exerci a presidência da República, por decisão soberana do povo – fonte primeira e insubstituível do exercício do poder nas democracias – tive oportunidade de demonstrar apreço e respeito pelo Judiciário.
Não o fiz apenas por palavras, mas mantendo uma relação cotidiana de respeito, diálogo e cooperação; na prática, que é o critério mais justo da verdade.
Em meu governo, quando o Supremo Tribunal Federal considerou-se afrontado pela suspeita de que seu então presidente teria sido vítima de escuta telefônica, não me perdi em considerações sobre a origem ou a veracidade das evidências apresentadas.
Naquela ocasião, apresentei de pleno a resposta que me pareceu adequada para preservar a dignidade da Suprema Corte, e para que as suspeitas fossem livremente investigadas e se chegasse, assim, à verdade dos fatos.
Agi daquela forma não apenas porque teriam sido expostas a intimidade e as opiniões dos interlocutores.
Agi por respeito à instituição do Judiciário e porque me pareceu também a atitude adequada diante das responsabilidades que me haviam sido confiadas pelo povo brasileiro.
Nas últimas semanas, como todos sabem, é a minha intimidade, de minha esposa e meus filhos, dos meus companheiros de trabalho que tem sido violentada por meio de vazamentos ilegais de informações que deveriam estar sob a guarda da Justiça.
Sob o manto de processos conhecidos primeiro pela imprensa e só depois pelos diretamente e legalmente interessados, foram praticado atos injustificáveis de violência contra minha pessoa e de minha família.
Nesta situação extrema, em que me foram subtraídos direitos fundamentais por agentes do estado, externei minha inconformidade em conversas pessoais, que jamais teriam ultrapassado os limites da confidencialidade, se não fossem expostas publicamente por uma decisão judicial que ofende a lei e o direito.
Não espero que ministros e ministras da Suprema Corte compartilhem minhas posições pessoais e políticas.
Mas não me conformo que, neste episódio, palavras extraídas ilegalmente de conversas pessoais, protegidas pelo Artigo 5o. da Constituição, tornem-se objeto de juízos derrogatórios sobre meu caráter.
Não me conformo que se palavras ditas em particular sejam tratadas como ofensa pública, antes de se proceder a um exame imparcial, isento e corajoso do levantamento ilegal do sigilo das informações.
Não me conformo que o juízo personalíssimo de valor se sobreponha ao direito.
Não tive acesso a grandes estudos formais, como sabem os brasileiros. Não sou doutor, letrado, jurisconsulto. Mas sei, como todo ser humano, distinguir o certo do errado; o justo do injusto.
Os tristes e vergonhosos episódios das últimas semanas não me farão descrer da instituição do Poder Judiciário. Nem me farão perder a esperança no discernimento, no equilíbrio e no senso de proporção de ministros e ministras da Suprema Corte.
Justiça, simplesmente justiça, é o que espero, para mim e para todos, na vigência plena do estado de direito democrático.
Luiz Inácio Lula da Silva

Mais informações
José Chrispiniano/ Gabriella Gualberto
Assessoria de Imprensa
Instituto Lula
55 11 2065-7022 / 99563-0286 / 97437-0996
www.institutolula.org
twitter.com/inst_lula
facebook.com/lula

NOTA À IMPRENSA – LULA MINISTRO

Tendo em vista a divulgação pública de diálogo mantido entre a Presidenta Dilma Rousseff e o ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, cumpre esclarecer que:

1 – O ex-Presidente Lula foi nomeado no dia de hoje Ministro-Chefe da Casa Civil, em ato já publicado no Diário Oficial e publicamente anunciado em entrevista coletiva;

2 – A cerimônia de posse do novo Ministro está marcada para amanhã às 10 horas, no Palácio do Planalto, em ato conjunto quando tomarão posse os novos Ministros Eugênio Aragão, Ministro da Justiça; Mauro Lopes, Secretaria de Aviação Civil; e Jaques Wagner, Ministro-Chefe do Gabinete Pessoal da Presidência da República;

3 – Uma vez que o novo ministro, Luiz Inácio Lula da Silva, não sabia ainda se compareceria à cerimônia de posse coletiva, a Presidenta da República encaminhou para sua assinatura o devido termo de posse. Este só seria utilizado caso confirmada a ausência do ministro.

4 – Assim, em que pese o teor republicano da conversa, repudia com veemência sua divulgação que afronta direitos e garantias da Presidência da República.

5 – Todas as medidas judiciais e administrativas cabíveis serão adotadas para a reparação da flagrante violação da lei e da Constituição da República, cometida pelo juiz autor do vazamento.

SECRETARIA DE COMUNICAÇÃO SOCIAL DA PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA
Brasília, DF, 16 de março de 2016

UMA FERIDA TORNA-SE CICATRIZ PROFUNDA

“Durante a noite toda, fui submetido aos mais cruéis maus tratos, como pancadas e choques elétrico, além das abomináveis torturas psicológicas”. Valdir Camarcio, no livro “A ditadura militar em Goiás: Depoimento para a História”, coordenado por Pinheiro Salles. 

Desde o dia 4 de março de 2016, o horizonte político está sombrio. Olhando para todos os lados, é como um grave ataque, estilo uma paulada na cabeça que  estivesse para acontecer, e  que irá será marcada com uma profunda cicatriz na consciência. A tentativa de provocar o povo brasileiro, através de um ato de justiçaria, ameaçando o ex-presidente Lula da Silva, foi uma “paulada” que quase acerta na cabeça da democracia.

Não contente com esse ataque falho, o Ministério Público de São Paulo, indevidamente   insufla os segmentos da elite brasileira, por meios do Partido da Imprensa Golpista (PIG), para criminalizar todo legado dos governos populares dos últimos 13 anos no Brasil. Dificilmente teremos como explicar, em poucas palavras ou escritos, e a classe trabalhadora terá também dificuldades de compreender esse momento político do Brasil.

No terminal de ônibus as pessoas estão perplexas, na fila da lotérica o assunto é a conjuntura política, na fila do supermercado as opiniões divergem, mas sempre um assunto: a situação da política e a corrupção. Não podemos deixar que a avaliação rasteira e desinformada, tome de conta da consciência das pessoas. Os oprimidos não podem pensar como opressores, por isso a grande aposta da elite brasileira e dos malandros da política, são as fichas nos veículos de comunicação, formando verdadeiras frentes de combate a democracia e de criminalização dos movimentos sociais e organizações populares.

Um trio elétrico que reúne Bolssonaro, Malafaia e Feliciano, não pode ser um ambiente sério e com propósitos democráticos. Um cidadão e uma cidadã, de sã consciência, não pode acreditar numa coisa dessa. Os defensores de um regime ditatorial mexem com os alienados e criam uma onda dentre os desinformados. Nesse momento de consolidação da nossa jovem democracia, é importante que não aceitemos provocações, nem mesmo incentivos malucos, para que não haja confronto com gente sem preparo e sem consciência de classe.

A nossa luta agora também é pela democratização da Comunicação, para que não fiquemos com uma cicatriz profunda na nossa democracia!