ASSALARIADOS E ASSALARIADAS  DO CAMPO COMEMORAM 1 ANO DE LUTA DA NOVA ORGANIZAÇÃO SINDICAL

 

O Movimento sindical dos trabalhadores e trabalhadoras rurais comemora um ano de nascimento da Confederação Nacional do Trabalhadores Assalariados e Assalariadas Rurais (CONTAR), que foi fundada em 2015.  A nova entidade nasceu fruto da luta e organização do campo e um processo de dissociação da CONTAG. Desde 2015 os trabalhadores e trabalhadoras estão organizados nos seguimentos de agricultura familiar e assalariados rurais.

Plenária de criação da CONTAR. Várias pessoas no auditório da CONTAG.

Criação da CONTAR em 2015

A fundação da CONTAR em 31 de outubro de 2015, através de um congresso extraordinário dos trabalhadores assalariados do Brasil, elegeu a sua direção com garra e disposição para avançar na luta da nova organização sindical do campo. Antonio Lucas Filho, preside a CONTAR, nessa primeira gestão da entidade. Para o  canavieiro e sindicalista, “a organização sindical dos assalariados deu novo fôlego para os trabalhadores e trabalhadoras que precisa avançar na organização sindical. Foi um avanço para nós e para o movimento sindical brasileiro a criação da CONTAR”, comemora Antonio Lucas, nesse primeiro ano da criação da entidade.

A CONTAR foi criada com apoio das duas maiores centrais sindicais brasileiras, CUT e CTB, além de várias lideranças sindicais da américa latina e da direção da CONTAG –Confederação nacional dos trabalhadores na agricultura.

“Os grandes desafios nós já estamos superando, já temos nossa estrutura física e estamos andando o Brasil na organização de sindicatos de assalariados e as novas federações. Nesse processo estamos também garantindo o protagonismo das mulheres assalariadas em todas nossas organizações”, disse Antonio Lucas Filho, presidente da CONTAR.

Nesse primeiro ano de luta da criação da CONTAR, a direção da entidade afirma  que os propósitos de garantir a formalidade no emprego de todos os trabalhares do campo e o combate ao trabalho escravo e infantil, são as grandes bandeiras da entidade. “A saúde, segurança do trabalho e salários dignos, são bandeiras principais da nossa entidade, que hoje completa um ano de luta e teremos muitos desafios”, disse Antonio Lucas.

A CONTAR nasceu com a experiência acumuladas de vários dirigentes sindicais do campo. O presidente Antonio Lucas Filho, é um migrante, que cortou cana muitos anos no município de Santa Helena  de Goiás-GO, e conhece a realidade dos assalariados brasileiros. Ele e toda direção da CONTAR, tem grandes experiências que acumularam durante anos de luta na organização sindical. A CONTAR também se junta a várias outras entidades, na defesa da reforma agrária no Brasil.

Apesar do reconhecimento e da organização existente há um ano, Antonio Lucas Filho, disse que o Ministério do Trabalho ainda não emitiu o Registro Sindical da CONTAR. Para essa questão do registro, a entidade quer parceria com todas centrais sindicais e dos sindicatos que já estão com registro no M.T.E.  “Sem o registro sindical do Ministério do Trabalho, fica difícil a implementação das políticas planejadas pela CONTAR” disse Lucas.

 

CONTATO:

Antonio Lucas Filho

Tel – 61 – 998303413

Email – lucas@contar.org.br

 

 

 

Saudades do parlamento Grande-2, por Laerte Jr.

Excelente a lembrança e a comparação feitas pelo Luiz Parahyba.
Aliás, comparar a atual legislatura da Câmara Municipal com o que tivemos no passado é como se comparássemos a Seleção Brasileira de 1970 com esse timeco vagabundo que o Dunga estava treinando com a sagrada camisa verde amarela.
Eu fui repórter na Rádio Difusora e cobri a Câmara Municipal e também a Assembleia Legislativa no final dos anos 80 e início dos 90. A diferença é gritante. Não tem como comparar. Até a Câmara do “Camaragate” tinha vereadores mais preparados do ponto de vista intelectual e de combatividade do que essa rapaziada de hoje. Os caras, de direita, centro ou esquerda, sabiam ler, articular, discursar e debater os temas de interesse da cidade. Vereadores medianos daquela época seriam gênios na Câmara de hoje. Até os vereadores folclóricos de outrora eram mais interessantes, tipo Geraldão do PT e o inoxidável e saudoso Leleco.
Me lembro que em uma das greves gerais que participei, estava com os companheiros em frente a garagem da Transurb impedindo a saída de ônibus. Olho pro lado e parados em frente ao portão, segurando um “busão” no braço, estavam o vereador Geraldão e o saudoso deputado estadual Antônio Carlos Moura, na luta, no front da batalha. Lembro ainda que 2 vereadores ajudaram na “vaquinha” para comprar um transmissor de FM, a primeira rádio livre da capital. Um deles emprestou o gabinete, no velho Parthenon Center, para transmissões.
Hoje o máximo que a gente vê é vereador em Miami passeando de carro conversível em pleno período de trabalho, ou nas páginas policiais. Sem dúvida alguma a safra atual da Câmara Municipal é a pior de todos os tempos em Goiânia. É de envergonhar. Não vale essas linhas que acabei de escrever.
Laerte Jr.

Saudades do parlamento grande

 

Vamos voltar a  planície

Cheguei em Goiás ainda na década de 80, no ano de 1986, ainda como estudante universitário, participei de um encontro em Goiânia. Voltei em 1989 para ficar definitivamente no estado.

lh-ato-publico-em-alvorada-do-norte

Lembro-me que a Câmara Municipal de Goiânia, ainda instalada no prédio do Parthenon Center, no centro da cidade; uma instalação precária e insalubre. Mas nessa casa passou gente da categoria de Niso Prego, Marina Santanna, Aldo Arantes, Pedro Wilson, Olívia Vieira, Paulo Souza Neto, Pedro Batista, Elias Rassi Neto, Professor José Luciano, que apesar das grandes divergências entre eles e também com o que penso, hoje vejo quanto pequena ficou a Câmara Municipal de Goiânia. Uma cidade nova, mas com a velha política e a cafonice eleitoral.

Citei alguns parlamentares das décadas de 80 e 90, apenas para lembrar  aos lutadores novos e antigos, que a Câmara já foi de luta. Mas não somente a câmara de Goiânia, se lembramos de outras cidades teremos na nossa memória vereadores e vereadoras de luta. E se compararmos com os dias de hoje, veremos a degradação da democracia representativa brasileira.

O Rio de Janeiro já votou no “Macaco Tião”, Marronzinho já foi candidato a presidente da República, juntamente com Ronaldo Caiado (representante da UDR na época). Artistas de TV, apresentadores de programas de rádio, marmoteiros e até Toinho do Sopão da Paraíba já foi deputado, Silvio Santos ventilou uma disputa e os delegados e pastores foram as urnas. Enfim, mostra quão frágil é o sistema de representatividade. Ninguém fiscaliza quem é eleito, joga no lixo gente de honra, exalta os ridículos e chora seus líderes desanimados.

Se olharmos na nossa comunidade, quanta gente de boas ideias e com dignidade para nos representar ficam sem motivação para a política. A mídia corporativa tenta criminalizar a política os movimentos sociais, sindicatos, partidos e organizações comunitárias, tentando criar um mundo sem partido, sem representatividade e sem luta.

Os partidos de esquerda deverão voltar a planície, aos grotões e as organizações comunitárias. Tenho orgulho de pertencer ao Partido dos Trabalhadores desde sua fundação e não tenho vergonha de defender a democracia participativa, pois acredito que o mundo será melhor, quando o menor que padece acreditar no menor….

 

 

“Onde houver tristeza, que eu leve a alegria
Onde houver trevas, que eu leve a luz.”   Viva São Francisco de Assis