FIOCRUZ sem democracia

 

 

A FIOCRUZ – Fundação Oswaldo Cruz – é secular e mantem uma tradição muito democrática e participativa. É responsável pelas pesquisas estratégicas para a saúde pública brasileira. Tudo que está ao nosso lado e na nossa vida de desenvolvimento tecnológico/científico para a melhoria da saúde tem a presença da FIOCRUZ com seus cientistas e pesquisadores de alto gabarito.

Pois bem, esses técnicos, cientistas, pesquisadores e todo quadro da Fundação Oswaldo Cruz, foram traídos pelo viés antidemocrático do governo federal, que contrariando uma decisão soberana das eleições internas da instituição, resolve retirar o nome da Professora Nísia Trindade, que foi votada pela comunidade científica com mais de 60% da preferência, para nomear a segunda colocada no processo.

“Defender a Fiocruz é defender a ciência e tecnologia em saúde no nosso país, é defender a nossa soberania”, afirma a ex-presidente do Conselho Nacional de Saúde, Socorro Souza, hoje pesquisadora da FIOCRUZ. Socorro Souza não concorda com o processo de nomeação da segunda colocada e defende o processo de escolha democrática da FIOCRUZ e imediata nomeação da professora Nísia Trindade para a presidência.

O ministério da saúde vasou uma informação para o jornal O Globo, que irá publicar no Diário Oficial da União no dia 02 de janeiro, a nomeação da professora Tânia Araújo (segunda colocada na escolha da Fiocruz). “Concordar com isso é aceitar que todo o nosso processo de gestão participativa seja jogado no lixo, inclusive a nossa escolha para direção das Unidades”, diz Francisco Netto, membro da FIOCRUZ.

Trabalhadora rural ao lado de um banner do curso de formação de facilitadores para o campo, florestas e águas. O curso foi realizado pela FIOCRUZ

A Fundação Oswaldo Cruz está presente na formação, organização e processos de melhorias da saúde pública, promovendo pesquisa, cursos e desenvolvendo pessoas para o SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE. Na política de saúde do campo e das florestas, a FIOCRUZ é determinante para o trabalhador e trabalhadora rural e para os ribeirinhos…Agora os pesquisadores e cientistas da Fundação vão para as ruas, mostrar como é importante a ciência e a democracia, principalmente para defender o sistema de saúde pública.

Diante dessa ameaça a democracia, a Associação dos Servidores da FIOCRUZ – ASFOC – vai realizar uma assembleia geral no dia 03 de janeiro de 2017, na para discutir a defesa da indicação da mais votada para a presidência da Fundação. A assembleia geral será na sede do Rio de Janeiro em Manguinhos.

 

Matéria de O GLOBO – http://blogs.oglobo.globo.com/panorama-politico/post/fiocruz-tem-novo-presidente-tania-araujo-jorge.html

 

SENADO SUSPENDE VOTAÇÃO DA CONTRIBUIÇÃO SINDICAL PARA REALIZAR AUDIÊNCIA PÚBLICA 

 

Em reunião tumultuada no dia  14 de dezembro,  os membros da Comissão de Assuntos Sociais do Senado Federal resolveram  suspender a votação do Projeto de Lei do Senado 385/2016, que trata da contribuição sindical, para realizar audiência pública sobre o tema.  O  projeto é de autoria do  senador Sérgio Petecão PSD/AC o relator do projeto é o Senador Wilder Morais  PP/GO, que deu parecer favorável a matéria.

reunião no gabinete do senador Wilder Morais PP-GO com vários sindicalistas

Dirigentes de Federações e Confederações de trabalhadores rurais e urbanos, participaram  de um encontro com os senadores,  um dia antes da discussão da matéria na Comissão do Senado, mas não conseguiu convencer os parlamentares sobre a necessidade de discutir mais profundamente a matéria. Elias D’Angelo Borges da CONTAG, argumentou, durante o encontro com os senadores, que o assunto é de interesse dos trabalhadores (as) e por isso deve ser melhor  discutido. Membros do Fórum das Federações de Trabalhadores de Goiás e outros estados, também argumentaram, sem êxito. Daí a matéria foi a discussão no dia 14 de dezembro e depois retirada de pauta para a realização de Audiência Pública, a pedido do Senador Paulo Paim PT/RS.

CONTRIBUIÇÃO SINDICAL

Pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT – DL 5242/1943), essa contribuição, também chamada de imposto sindical, é devida por todos os que participarem de uma determinada categoria econômica ou profissional, ou de uma profissão liberal, em favor do sindicato representativo da mesma categoria ou profissão. A proposta dá fim à contribuição obrigatória e a restringe aos filiados aos sindicatos e entidades representativas.

O projeto também determina que os sindicatos serão responsáveis pela elaboração da lista dos contribuintes. Caso o empregado ou trabalhador autônomo seja filiado a mais de um sindicato, deverá informar ao empregador a entidade para a qual pretende destinar a sua contribuição. O valor da contribuição permanecerá o mesmo já previsto na CLT: um dia de trabalho, descontado no mês de março. Presidente da Comissão de Assuntos Sociais Edison Lobão PMDB/MA ainda não marcou a audiência. As Federações e  Confederações já estão se mobilizando para  discutir a matéria e garantir que os trabalhadores e trabalhadoras continuem financiando suas entidades.