15/04/2021
Início Posts TRABALHADORES RURAIS VÃO AO SENADO PRESSIONAR VOTAÇÃO DA PEC DO TRABALHO ESCRAVO

TRABALHADORES RURAIS VÃO AO SENADO PRESSIONAR VOTAÇÃO DA PEC DO TRABALHO ESCRAVO

Proposta tramita no Congresso desde 1995, e quem é mais prejudicado é o trabalhador rural

Mulher no canavial

Trabalhadores rurais vão ao Senado Federal nesta quinta-feira, 27, pressionar os membros da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) para a votação da PEC do Trabalho Escravo  (PEC 438). A manifestação pacífica, será coordenada pelo Secretário Nacional dos Assalariados Rurais da CONTAG – Confederação Nacional dos Trabalhadores da Agricultura –   Elias D`Angelo  Borges. “Nós vamos às ruas para pressionar a bancada ruralista, que tenta impedir a votação da  PEC 438”, e garantir a aprovação da matéria”,  disse Elias Borges.

A PEC do Trabalho Escravo prevê a expropriação de propriedades onde for flagrado trabalho escravo e sua destinação para reforma agrária ou uso social urbano. “Nós estamos lutando desde 1995, quando o deputado Paulo Rocha (PT-PA) apresentou a proposta e enquanto não temos regulamentação para o assunto, todos dias flagramos trabalhadores urbanos e rurais em situação análoga a escravidão, não podemos aceitar essa situação em pleno século XXI”, disse o dirigente da CONTAG, Elias Borges.

Os trabalhadores rurais prometem muita pressão na CCJ do Senado, nesta quinta-feira, e segundo Elias Borges da CONTAG, os trabalhadores rurais vão garantir a votação da PEC do Trabalho Escravo. Elias Borges, é trabalhador rural assentado da reforma agrária em Goiás, no município de Morrinhos, no sul do estado.

 

 

Histórico

 
O projeto está tramitando no Congresso Nacional desde 1995, quando a primeira versão do texto foi apresentada pelo deputado Paulo Rocha (PT-PA), mas não conseguiu avançar. Então, uma proposta semelhante, criada no Senado Federal por Ademir Andrade (PSB-PA), foi aprovada em 2003 e remetida para a Câmara, onde o projeto de 1995 foi apensado.

A comoção popular gerada pelo assassinato de três auditores fiscais e um motorista do Ministério do Trabalho e Emprego durante uma fiscalização rural de rotina em 28 de janeiro de 2004, acontecimento que ficou conhecido como “Chacina de Unaí”, no Noroeste de Minas Gerais, fez a proposta andar na Câmara. No entanto, desde sua aprovação em primeiro turno, entrou e saiu de pauta várias vezes, até passar pelo crivo dos deputados federais no ano passado.

No campo, a maior incidência de trabalho escravo contemporâneo está na criação de bovinos, produção de carvão vegetal para siderurgia, produção de pinus, cana-de-açúcar, erva-mate, café, frutas, algodão, grãos, cebola, batata, na extração de recursos minerais e na extração de madeira nativa e látex. Nas cidades, a incidência é maior em oficinas de costura, no comércio, hotéis, bordéis e em serviços domésticos. No campo e na cidade, pipocam casos na construção civil.

 

Com informações do Repórter Brasil  www.reporterbrasil.org.br

Contato- Elias Borges – (61) 8143-0019

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Mais Lidas

LIVRO – O futuro começa agora: da pandemia à utopia

  Após o lançamento do ensaio A cruel pedagogia do vírus, o sociólogo português Boaventura de Sousa Santos traz ao leitor uma obra que propõe...

CONEXAO CULTURAL mistura ações de Zuzu Angel e Juliette Freire

  O PODCAST das estudantes de jornalismo mostra cultura e entretenimento Três alunas do curso de jornalismo da Faculdade  Cásper Líbero, estreiam nesta segunda, 12 de...

Levante das Mulheres luta pela instalação imediata da CPI da Pandemia no Senado

  Lançado no dia 6 de abril, um documento redigido pela frente que reúne feministas de todo país pede urgência na apuração e responsabilização do...

O massacre do Parque Oeste e a luta do Povo de Deus

Há 7 anos,  no Parque Oeste Industrial em Goiânia, a PM fecha o cerco contra as famílias de sem teto, e realiza uma operação...